Outro dia eu estava refletindo aqui neste blog sobre o que é pior: a dor do parto ou o chute no saco... Pois bem, estava eu pensando e lembrei de outra situação que é tão ruim quanto e que pode disputar também com a dor do parto: A topada com o dedinho do pé...
Assim como o chute no saco, a topada é algo totalmente inesperado, ninguém está preparado psicologicamente para isso. É algo assim, vc levanta do sofá, vai até a cozinha pegar água e eis que no meio do caminho havia uma cômoda, havia uma cômoda no meio do caminho... Não dá, é batata, vc vai andar apressado pela sala, é certo q seu pé vai passar pela cômoda, mas o dedinho vai ficar...
E é interessante que a reação das pessoas quando dão a topada é sempre a mesma: nós sempre fazemos um ruído como se tivéssemos chupando o ar... Depois fazemos aquela cara de "Romário sentindo a panturrilha" e fazemos o tradicional "Huuuuum".
É uma situação ruim demais. Mas faz parte da função do dedinho... Aliás, é a única função do dedinho... Ou alguém sabe outra função do dedinho do pé que não seja dar topada?? Porque o dedinho da mão, beleza, bem ou mal se usa pra tirar meleca e é indispensável para se fazer o símbolo de "hang loose". Agora o dedinho do pé, tirando dar topada, não serve pra bosta nenhuma!!! Será que com a evolução humana, de tanto darmos topadas por aí, um dia nossa espécie nascerá sem dedinho do pé, adaptando-se ao meio em que vive??
domingo, 28 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Texto sem piadas...
Pessoal, peço licença a vocês para escrever um texto que, excepcionalmente, não será de comédia, embora este blog seja de stand up comedy. Na verdade, eu queria escrever este texto, para falar um pouco de uma paixão na minha vida: Carnaval. Como falta uma semana para o carnaval, peço licença novamente para falar aqui neste blog sobre esta festa...
Na verdade, eu queria expressar um pouco uma saudade de uma época que não vivi. Porque hoje em dia, as pessoas resumem o carnaval como uma festa para as pessoas encherem a cara, um feriado prolongado, um período de "azaração" entre homens e mulheres. E, na verdade, isso é um pensamento extremamente pequeno. Ai que saudade daquela época em que as pessoas iam fantasiadas para os blocos nas ruas. Pierrots, colombinas, mascarados, aquelas fantasias clássicas, de uma época em que Noel Rosa, Cartola, Ismael, vários bambas embalavam os blocos ao som das tradicionais marchinhas de carnaval. Queria eu ter frequentado o "faz-vergonha" e ter curtido um carnaval no mesmo bloco que o gênio Noel Rosa.
Mas como só quem vive de saudosismo é poeta, vamos falar um pouco do carnaval de hoje em dia...
Diferente da maneira que as pessoas, vêem o carnaval de hoje, eu vejo o carnaval com apenas uma definição: Alegria!! É a única definição possível, pois é uma época em que nós temos a oportunidade de esquecer, por uma semana, dos problemas que nos afligem em nosso cotidiano. Ao adentrarmos em um bloco, podemos perder aquela timidez que nos acompanha durante o ano inteiro, pois ninguém está ligando se você não sabe dançar, se você é bonito ou feio, estamos todos ali "pagando mico" juntos. É bonito de se ver, ricos, pobres, brancos, negros, moradores de condominios de luxo, moradores do morro, todos ali naquela mesma sintonia, brincando e dançando, como se fosse o último dia de suas vidas.
E como falar de carnaval sem falar de escolas de samba?? Posso afirmar que a vida de qualquer pessoa não está completa se ela nao desfilou, pelo menos uma vez, em uma escola de samba. Uma das melhores sensações, sem dúvida, é a de estar na entrada da avenida, na Sapucaí, ver os fogos anunciando a entrada da escola, você olhar para a arquibancada e vê-la lotada, todos cantando o samba de sua escola do coração. Impossível não se emocionar, principalmente se, a escola que você está desfilando, é sua escola do coração.
E o mais interessante, isso eu já observei, que as pessoas jamais pensaram no desfile de uma escola de samba, do seguinte modo: O desfile de uma escola de samba proporciona um dia de rei e de fama para aquele humilde morador do morro, que não tem um tostão no bolso e, seguindo aquele conceito do carnaval, ele está ali por prazer, por alegria. E o público está ali dançando e aplaudindo a passagem dessa pessoa. É um momento que os holofotes da alegria estão voltados para aqueles que não tem as melhores oportunidades durante o ano. E mutas destas pessoas, ralam e se dedicam o ano inteiro a uma escola de samba, para poderem sentir esta emoção de ser rei por um dia. Esta mesma pessoa, 5 minutos após o desfile, já se tornou um anônimo, mais um no meio da multidão, apenas com a lembrança de que, a pouquíssimo tempo atrás, este cara era um rei sendo ovacionado na Sapucaí.
Tem uma música que retrata exatamente isto, um samba de Martinho da Vila, chamado "Dia seguinte":
"E depois, quando a festa acabar o que vai ser desta Vila?
Vai voltar ao que era antes de passar pela avenida
Nem melhor, nem pior, porque não pode ser mais colorida
Que será deste reino de branco e azul
Quando a voz da pastora emudecer
Quando o som da batida parar
Igual um coração pára de bater
Que será desta porta-bandeira que foi tão aplaudida
Amanhã, quando recomeçar a tristeza interrompida
Desse rei, que perdeu a coroa e a glória consentida
Volta a ser camelô, biscateiro ou gari
Ou de berro na mão por aí reinar
Poderá ser mais outro pingente que cai
E no ano que vem ninguém vai notar"
É uma visão totalmente romântica do carnaval, que as pessoas nunca pararam pra pensar nisso.
Bem, pessoal, esse texto não foi de comédia como os outros, mas foi para que eu pudesse dizer a vocês que brinquem carnaval, dancem, cantem, esqueçam de seus problemas nesta época, se dêem ao luxo de abandonar os problemas por uma semana, nós merecemos!!!
Na verdade, eu queria expressar um pouco uma saudade de uma época que não vivi. Porque hoje em dia, as pessoas resumem o carnaval como uma festa para as pessoas encherem a cara, um feriado prolongado, um período de "azaração" entre homens e mulheres. E, na verdade, isso é um pensamento extremamente pequeno. Ai que saudade daquela época em que as pessoas iam fantasiadas para os blocos nas ruas. Pierrots, colombinas, mascarados, aquelas fantasias clássicas, de uma época em que Noel Rosa, Cartola, Ismael, vários bambas embalavam os blocos ao som das tradicionais marchinhas de carnaval. Queria eu ter frequentado o "faz-vergonha" e ter curtido um carnaval no mesmo bloco que o gênio Noel Rosa.
Mas como só quem vive de saudosismo é poeta, vamos falar um pouco do carnaval de hoje em dia...
Diferente da maneira que as pessoas, vêem o carnaval de hoje, eu vejo o carnaval com apenas uma definição: Alegria!! É a única definição possível, pois é uma época em que nós temos a oportunidade de esquecer, por uma semana, dos problemas que nos afligem em nosso cotidiano. Ao adentrarmos em um bloco, podemos perder aquela timidez que nos acompanha durante o ano inteiro, pois ninguém está ligando se você não sabe dançar, se você é bonito ou feio, estamos todos ali "pagando mico" juntos. É bonito de se ver, ricos, pobres, brancos, negros, moradores de condominios de luxo, moradores do morro, todos ali naquela mesma sintonia, brincando e dançando, como se fosse o último dia de suas vidas.
E como falar de carnaval sem falar de escolas de samba?? Posso afirmar que a vida de qualquer pessoa não está completa se ela nao desfilou, pelo menos uma vez, em uma escola de samba. Uma das melhores sensações, sem dúvida, é a de estar na entrada da avenida, na Sapucaí, ver os fogos anunciando a entrada da escola, você olhar para a arquibancada e vê-la lotada, todos cantando o samba de sua escola do coração. Impossível não se emocionar, principalmente se, a escola que você está desfilando, é sua escola do coração.
E o mais interessante, isso eu já observei, que as pessoas jamais pensaram no desfile de uma escola de samba, do seguinte modo: O desfile de uma escola de samba proporciona um dia de rei e de fama para aquele humilde morador do morro, que não tem um tostão no bolso e, seguindo aquele conceito do carnaval, ele está ali por prazer, por alegria. E o público está ali dançando e aplaudindo a passagem dessa pessoa. É um momento que os holofotes da alegria estão voltados para aqueles que não tem as melhores oportunidades durante o ano. E mutas destas pessoas, ralam e se dedicam o ano inteiro a uma escola de samba, para poderem sentir esta emoção de ser rei por um dia. Esta mesma pessoa, 5 minutos após o desfile, já se tornou um anônimo, mais um no meio da multidão, apenas com a lembrança de que, a pouquíssimo tempo atrás, este cara era um rei sendo ovacionado na Sapucaí.
Tem uma música que retrata exatamente isto, um samba de Martinho da Vila, chamado "Dia seguinte":
"E depois, quando a festa acabar o que vai ser desta Vila?
Vai voltar ao que era antes de passar pela avenida
Nem melhor, nem pior, porque não pode ser mais colorida
Que será deste reino de branco e azul
Quando a voz da pastora emudecer
Quando o som da batida parar
Igual um coração pára de bater
Que será desta porta-bandeira que foi tão aplaudida
Amanhã, quando recomeçar a tristeza interrompida
Desse rei, que perdeu a coroa e a glória consentida
Volta a ser camelô, biscateiro ou gari
Ou de berro na mão por aí reinar
Poderá ser mais outro pingente que cai
E no ano que vem ninguém vai notar"
É uma visão totalmente romântica do carnaval, que as pessoas nunca pararam pra pensar nisso.
Bem, pessoal, esse texto não foi de comédia como os outros, mas foi para que eu pudesse dizer a vocês que brinquem carnaval, dancem, cantem, esqueçam de seus problemas nesta época, se dêem ao luxo de abandonar os problemas por uma semana, nós merecemos!!!
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Dor do Parto vs Chute no saco...
É, meus queridos, fazia muito tempo que nao vinha aqui... Estava cuidando da saúde. Mas prometo escrever aqui mais vezes (é, eu sei... o pensamento geral agora foi "grandes merdas")...
Nessa postagem de volta, a primeira postagem de 2010, eu resolvi falar sobre a maior dúvida que já passou pela cabeça dos seres humanos: O que dói mais - a dor do parto ou o chute no saco???
Na verdade, não vim para levantar questões, eu vim para esclarecer de uma vez quem ganha essa disputa... E afirmo com toda certeza: O chute no saco é muuuuito pior...
A começar que as mulheres chegam com um argumento totalmente sem cabimento: "ah, mas vocês nunca vão ter filho, então vocês nao sabem como é essa dor"... Ah sim, perdão, eu esqueci que logo abaixo da genitália, vocês tem saco também!!! É até legal que vocês mulheres falem isso, até para o Ronaldo fenômeno poder dormir com a consciência tranquila...
E vamos lá... Pra começar, a mulher se prepara psicologicamente para isso... São 9 meses sabendo que vão sentir aquela dor, fazem teste de gravidez pra saber se isso vai acontecer, sentem pequenas contrações que as preparam para o momento da dor, enfim, a mulher se prepara pra passar por isso...
Agora, o homem não... Nao existe um teste de chute no saco, a gente nao sente pequenas contrações q nos preparem para o chute no saco. O chute no saco é inesperado, surge de uma hora para outra... Nao aguardamos 9 meses pra sentir essa dor... De fato, qualquer homem no mundo pode sentir essa dor, sei lá, daqui a 2 minutos... Nós não vamos a um médico que faz um ultra-som e fala "parabéns, é uma bolada no ovo esquerdo"...
Fora que, numa boa, o final da dor do parto, vem repleto de alegria... A mulher acabou de dar a luz ao seu proprio filho, sangue do seu sangue... E no final do chute no saco??? Ao final dessa dor, o cara é... simplesmente um babaca q tomou um chute no saco, sem mais. Quando muito a manifestação de alegria desse cara é um suspiro, acompanhado de um sereno e aliviado PQP...
E isso pq, a mulher sabe q no final da dor no parto ela estará feliz, por isso durante esses 9 meses, ela compra sapatinhos, roupinhas, brinquedos, tudo para aquele que virá após a dor do parto. Mas o homem nao tem esses 9 meses de preparaçao, porém se tivesse, o que ele poderia fazer??? Ia comprar presente pra quem??? "ah, vai ser sapatinho azul se for uma bola de futebol q me atingir, mas se for chute vai ser sapatinho rosa", nao dá... E quando acaba a dor do chute no saco, vc nao vê o cara q acertou o chute, chorando de alegria, distribuindo charutos comemorando o feito. Após o parto, tem aquela cena bonita, do pai e da mãe, a mãe amamentando o bebê e o pai ao lado falando "eu te amo"... Olha q bonito... Pois é, após o chute no saco, qdo muito você vê o cara se contorcendo no chão com a mão no saco e o cara q acertou a bolada do lado falando "foi mal"...
E outra, a dor do parto só depende da mulher fazer força pra acabar logo, o chute no saco não, simplesmente nao faz diferença nenhuma se o cara faz força ou não, nao vai alterar em nada a dor q se sente... Fora q a dor do parto é sempre intensa, vem na mesma intensidade... a do chute no saco, além de ruim é torturante, pq ela chega num ponto q qdo começa a diminuir, o psicologico começa a ser afetado pq começamos a imaginar q a dor vai acabar, e aí q nao acaba nunca!!! Fica fininha a dor, e essa dor fininha demora a passar, é tortura chinesa...
Em outras palavras, ao final da dor do parto, a mulher é mãe... Ao final do chute no saco, corre-se o risco do cara não ser pai nunca...
Nessa postagem de volta, a primeira postagem de 2010, eu resolvi falar sobre a maior dúvida que já passou pela cabeça dos seres humanos: O que dói mais - a dor do parto ou o chute no saco???
Na verdade, não vim para levantar questões, eu vim para esclarecer de uma vez quem ganha essa disputa... E afirmo com toda certeza: O chute no saco é muuuuito pior...
A começar que as mulheres chegam com um argumento totalmente sem cabimento: "ah, mas vocês nunca vão ter filho, então vocês nao sabem como é essa dor"... Ah sim, perdão, eu esqueci que logo abaixo da genitália, vocês tem saco também!!! É até legal que vocês mulheres falem isso, até para o Ronaldo fenômeno poder dormir com a consciência tranquila...
E vamos lá... Pra começar, a mulher se prepara psicologicamente para isso... São 9 meses sabendo que vão sentir aquela dor, fazem teste de gravidez pra saber se isso vai acontecer, sentem pequenas contrações que as preparam para o momento da dor, enfim, a mulher se prepara pra passar por isso...
Agora, o homem não... Nao existe um teste de chute no saco, a gente nao sente pequenas contrações q nos preparem para o chute no saco. O chute no saco é inesperado, surge de uma hora para outra... Nao aguardamos 9 meses pra sentir essa dor... De fato, qualquer homem no mundo pode sentir essa dor, sei lá, daqui a 2 minutos... Nós não vamos a um médico que faz um ultra-som e fala "parabéns, é uma bolada no ovo esquerdo"...
Fora que, numa boa, o final da dor do parto, vem repleto de alegria... A mulher acabou de dar a luz ao seu proprio filho, sangue do seu sangue... E no final do chute no saco??? Ao final dessa dor, o cara é... simplesmente um babaca q tomou um chute no saco, sem mais. Quando muito a manifestação de alegria desse cara é um suspiro, acompanhado de um sereno e aliviado PQP...
E isso pq, a mulher sabe q no final da dor no parto ela estará feliz, por isso durante esses 9 meses, ela compra sapatinhos, roupinhas, brinquedos, tudo para aquele que virá após a dor do parto. Mas o homem nao tem esses 9 meses de preparaçao, porém se tivesse, o que ele poderia fazer??? Ia comprar presente pra quem??? "ah, vai ser sapatinho azul se for uma bola de futebol q me atingir, mas se for chute vai ser sapatinho rosa", nao dá... E quando acaba a dor do chute no saco, vc nao vê o cara q acertou o chute, chorando de alegria, distribuindo charutos comemorando o feito. Após o parto, tem aquela cena bonita, do pai e da mãe, a mãe amamentando o bebê e o pai ao lado falando "eu te amo"... Olha q bonito... Pois é, após o chute no saco, qdo muito você vê o cara se contorcendo no chão com a mão no saco e o cara q acertou a bolada do lado falando "foi mal"...
E outra, a dor do parto só depende da mulher fazer força pra acabar logo, o chute no saco não, simplesmente nao faz diferença nenhuma se o cara faz força ou não, nao vai alterar em nada a dor q se sente... Fora q a dor do parto é sempre intensa, vem na mesma intensidade... a do chute no saco, além de ruim é torturante, pq ela chega num ponto q qdo começa a diminuir, o psicologico começa a ser afetado pq começamos a imaginar q a dor vai acabar, e aí q nao acaba nunca!!! Fica fininha a dor, e essa dor fininha demora a passar, é tortura chinesa...
Em outras palavras, ao final da dor do parto, a mulher é mãe... Ao final do chute no saco, corre-se o risco do cara não ser pai nunca...
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